domingo, 29 de abril de 2012

Alimentos com casca trazem mais nutrientes e vitaminas


Conheça os alimentos que têm o seu melhor na casca.
Veja o 'tesouro' que cada vegetal guarda.

Do G1, em São Paulo
 


Tirar a casca de alguns alimentos, como a batata, é algo tão automático que a maioria das pessoas nem pensam muito a respeito. Mas muitos alimentos guardam seus mais importantes nutrientes exatamente na casca. A própria batata, por exemplo, tem mais vitamina C na casca que uma laranja.
A casca de frutas, verduras e legumes também é rica em fibras, que ajudam a manter o funcionamento do intestino em dia. Isso é essencial para quem está tentando perder peso.
Fora isso, há vitaminas, mineiras e antioxidantes que combatem o envelhecimento nas cascas.
Confira os benefícios das cascas:
Abacaxi - tem fibras, vitamina C, bromelina, enzima que protege o estômago e ajuda na digestão das proteínas. O suco deve ser consumido logo após o preparo para não oxidar e perder as propriedades.
Abóbora, cenoura, manga, mamão, damasco - têm betacaroteno, antioxidante que diminui o risco de câncer e doenças cardiovasculares. O betacaroteno dá cor alaranjada a estes alimentos.
Banana - tem fibra e luteína, antioxidante que protege os olhos contra a exposição ultravioleta e combate a catarata.
Berinjela - tem antioxidante cerebral chamado antocionida, além de potássio, magnésio e fibras.
Batata inglesa - tem fibra, potássio, ferro, fósforo, zinco e vitamina C.
Frutas cítricas (laranja, tangerina, limão) - a casca tem 20% mais antioxidante que a polpa, além de fibras. Diminui o colesterol.
Frutas vermelhas - tem um composto bioativo chamado antocianinas, antioxidante que dá pigmentação às frutas. Protege contra doenças cardiovasculares e câncer.
Kiwi - tem três vezes mais antioxidante que a polpa. Pode ser consumida no suco da própria fruta. A casca do kiwi "gold" é mais doce e tem menos "cabelos".
Pera, maçã, ameixa, pêssego, cereja - têm fibras insolúveis que melhoram o funcionamento do intestino.
Tomate - tem licopeno (na casca e dentro), antioxidante que diminui o risco de câncer, especialmente de próstata. O licopeno também está presente na melancia e na goiaba.
Uva, berinjela, frutas vermelhas, tangerina, limão e hortaliças - têm flavonoides, que são compostos bioativos antioxidantes que diminuem o risco de câncer e doenças cardiovasculares
Agrotóxicos
Muita gente tira a casca dos vegetais por medo dos agrotóxicos usados por produtores agrícolas.
A nutricionista Andréia Naves explica que não existe como se livrar dos agrotóxicos. Lavar os alimentos tira o excesso, mas não o elimina totalmente.
O molho com vinagre ou cloro é importante para matar bactérias, mas não faz nada contra os defensivos agrícolas.
Além disso, muitos agrotóxicos penetram dentro do alimento, não ficam só na casca.
Para minimizar o impacto de toxinas, há alguns truques:
- ter uma alimentação rica em fibras.
- comer alimentos que desintoxicam, como couve, repolho, couve-flor, brócolis, alho, cebola, ervas, chá verde, limão, alcachofra, própolis, boldo.
- consumir alimentos de época.
- se possível, prefira produtos orgânicos.
- cozinhe a batata e o espinafre. Estudos mostram que cozinhar estes dois alimentos ajuda a eliminar alguns compostos químicos do agrotóxico.
- beba bastante água.
Segundo o gerente da Associação Nacional de Defesa Vegetal, Guilherme Guimarães, no entanto, todo o agrotóxico que está no mercado passa por avaliação do Ministério da Agricultura e da Vigilância Sanitária e não há motivo para preocupação.
"Apenas poucas culturas têm limite acima do permitido, apenas 1,7%. Isso é inferior ao que se pratica na Europa e na Austrália", explica Guimarães.
O gerente explicou também que existe um limite seguro de consumo desses produtos, onde eles não ameaçam a saúde. No caso da batata, por exemplo, uma pessoa pode consumir até 6 kg por dia sem problemas. No tomate, 3 kg.

Alimente-se melhor


amominhaspernas.com.br

Ninguém abre mão de suas comidas favoritas de bom grado.

Lanches, doces ou uma taça de vinho durante sua refeição não são perigosos se ingeridos com moderação, mas podem cobrar seu preço se consumidos muito regularmente. Uma dieta pobre pode desencadear problemas de saúde das pernas.
As chaves para ter uma dieta saudável são:
  • Reduzir a quantidade de alimentos gordurosos que você ingere;
  • Tentar não adicionar muito sal à comida, uma vez que isso pode elevar sua pressão arterial e bloquear suas artérias;
  • Coma bastante fibra;
  • Coma uma ampla variedade de alimentos para garantir que você está fazendo uma dieta equilibrada;
  • Beba água suficiente – entre 6 a 8 copos por dia – e aumente a quantidade quando houver aumento de temperatura ou em climas mais quentes;
  • Prefira refeições regulares – refeições menores e mais frequentes são melhores para manter seus níveis de açúcar no sangue equilibrados e evitar quedas de energia;
  • Alimentos ricos em vitamina C ajudarão a manter as paredes das veias fortes...
Para obter mais informações sobre uma dieta saudável, fale com seu médico, consulte um nutricionista.

A dieta do prato ideal


Fonte: Revista Saúde!

Diante das novas recomendações do governo americano, te ensinamos como colocar porções hipernutritivas, variadas e pouco calóricas na sua mesa



Por Paula Desgualdo

Em mais um esforço para desinflar as estatísticas da obesidade, os Estados Unidos acabam de substituir seu ícone de alimentação saudável. No lugar da velha pirâmide, que desde os anos 1990 é referência para profissionais de saúde e para a população em diversos cantos do globo, o país agora adotou a imagem de um prato. Batizada de MyPlate, a nova representação gráfica pega carona nas últimas diretrizes dietéticas americanas, divulgadas em janeiro deste ano. Ela é dividida em quatro partes, nas proporções que você vê na foto ao lado. Frutas e vegetais ocupam metade do espaço, enquanto grãos e proteínas ficam com a outra parcela. À direita, um copo lembra a importância dos laticínios na dieta.

A ideia, segundo a primeira-dama Michelle Obama, que anunciou o lançamento do novo padrão, é usar um desenho facilmente compreensível até mesmo para uma criança. "Sem dúvida, o prato é mais eficiente para atingir a população como um todo", afirma Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia. A principal crítica às pirâmides — no plural, porque existem diferentes versões — é justamente a dificuldade que pessoas comuns enfrentam para decifrá-las e colocar seus preceitos em prática. "Visualmente, a proporção dos grupos alimentares e o tamanho das porções parecem estar mais claros agora", opina Rosana Perim, gerente de nutrição do Hospital do Coração, em São Paulo.

Mas o MyPlate também tem seus problemas. Um texto publicado pela Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, dá exemplos: à primeira vista, não há como saber que os grãos integrais são melhores que os refinados, ou que feijão, peixe e frango são fontes menos gordurosas de proteína. Sem falar que o prato alude a uma única refeição, quando na verdade a distribuição dos alimentos deve se estender ao longo do dia.

Controvérsias à parte, a missão de todo guia alimentar é incentivar escolhas mais saudáveis e ajudar na prevenção de enfermidades crônicas — se um indivíduo já tem uma doença, deve ter as recomendações ajustadas à sua condição. Nos últimos anos, a prioridade tem sido frear a epidemia mundial de obesidade e reduzir a prevalência de males relacionados ao excesso de peso, como problemas cardiovasculares, diabete e câncer. Por enquanto, a tarefa está longe de ser cumprida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que, em 2015, serão 700 milhões de obesos em todo o mundo. Em terras brasileiras, quase metade da população está acima do peso e 15% dos adultos são obesos, segundo dados recentes do Ministério da Saúde.

Como deveria ser o prato verde-amarelo

Apesar dos pontos em comum com os vizinhos ao norte do continente, não custa lembrar que o MyPlate foi desenvolvido com base na realidade daquele país, e que, portanto, não pode simplesmente ser emprestado por quem está abaixo da linha do Equador. "É preciso olhar para as nossas questões", pondera a nutricionista Renata Padovani, do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Alimentação da Universidade Estadual de Campinas, no interior de São Paulo. Mas, afinal, o que falta e o que está sobrando no nosso prato?

"O consumo de frutas e vegetais aqui é baixíssimo", alerta Cyntia Carla da Silva, coordenadora do Setor de Promoção à Saúde do Hospital do Coração, na capital paulista. De acordo com a última Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE, esses alimentos representam apenas 2,8% do total de calorias médio que o brasileiro consome diariamente. Isso equivale a um quarto da recomendação, que é de 400 gramas diários. Consequentemente, estamos longe de ingerir a quantidade ideal de fibras, que, aliás, dão uma bela força para quem precisa murchar os pneus.

A nutricionista Mariana Del Bosco, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, menciona outros dois desajustes da nossa dieta que preparam o terreno para os quilos a mais: os excessos de açúcar e gordura. No caso dos doces, o exagero sempre é negativo. "Essa mania potencializa o risco de diabete, gordura no fígado e colesterol elevado", avisa. Portanto, moderação no consumo.

Sobre a gordura, o problema também está no tipo. E adivinhe com qual nos esbaldamos. Na saturada, que é supercalórica e favorece o entupimento das artérias. Maneirar na ingestão pode ser mais fácil do que parece. Acompanhe a conta que Mariana propõe. Se uma família de quatro pessoas reduzir o uso mensal de óleo de três latas para uma e meia, cada um deixaria de ingerir 112 calorias por dia. Em dois meses, essa pequena mudança resultaria em quase 2 quilos a menos na balança para cada indivíduo.

Usar o prato como modelo de dieta balanceada não é exatamente uma novidade. Reino Unido, Austrália, Suécia e outros países já trabalham com esse recurso gráfico. No Brasil, apesar da popularidade da pirâmide alimentar, o governo não emprega nenhum ícone oficial. No dia a dia, entretanto, são muitos os profissionais de saúde que lançam mão de desenhos e esquemas para orientar seus pacientes. Um exemplo é o que se ensina no Hospital do Coração, em São Paulo. Lá, a sugestão de menu é um prato em que metade deve ser reservada aos vegetais, um quarto a uma porção pequena de carne magra e o quarto restante à dupla arroz com feijão.

Resgatar essa parceria, que por tanto tempo protagonizou a nossa dieta, é, também, uma maneira de controlar o ataque aos snacks, processados e afins, fontes inesgotáveis de carboidratos refinados. Esses nutrientes elevam rapidamente os níveis de açúcar no sangue e estimulam a produção de insulina, o hormônio que coloca a glicose dentro das células. Com a insulina à solta, o organismo é convidado a estocar gordura.

Em busca da redução do sódio

"Não dá para voltar atrás em relação aos industrializados, mas é possível buscar soluções para tornar seu consumo menos prejudicial", acredita a nutricionista Beatriz Botéquio, da Equilibrium Consultoria em Nutrição e Bem-Estar, em São Paulo. Uma ideia, ela diz, é dar preferência a produtos que levam o selo Minha Escolha. Eles cumprem critérios estabelecidos pela Fundação Internacional Choices para nutrientes como gordura saturada, gordura trans, açúcar e sódio.

E, para dar um basta ao sódio nosso de cada dia, o Ministério da Saúde e a indústria de alimentos assinaram em abril um termo de compromisso que prevê a redução desse ingrediente em 16 alimentos, começando por massas instantâneas, pães e bisnaguinhas. A quantidade diária de sódio disponível nos domicílios do país hoje é de 4,5 gramas, mais que o dobro do limite estipulado pela OMS, de 2 gramas.

Dá para simplificar sem perder qualidade? Essa é a pergunta que, no fundo, todo mundo se faz frente a tantas recomendações, cuidados e medidas. Será que existe um jeito simples de se alimentar da forma adequada? De acordo com o trabalho coordenado pela psicóloga alemã Jutta Mata, do Max Planck Institute for Human Development, em Berlim, descomplicar é o melhor caminho para garantir o sucesso de uma dieta. "Descobrimos que o nível de complexidade cognitiva está totalmente ligado à adesão a um regime", conta a pesquisadora. Em outras palavras, quanto menos elementos, cálculos e demais informações tiverem que ser processados, maior é a chance de sucesso inclusive na manutenção de peso. Nesse caso, ponto para o novo prato americano, que confia na simplicidade para orientar a população.

O estudo conduzido por Jutta e seus colegas também pesa em favor do que a maioria dos especialistas está cansada de pregar: dietas mirabolantes não são capazes de garantir uma vida mais saudável. E aí chegamos à já conhecida conclusão de que o segredo está mesmo no equilíbrio. "O que falta é parar e pensar no que vamos comer", resume o nutrólogo Durval Ribas Filho.

Como o principal desafio é derrubar o ponteiro da balança, não dá para ignorar que o excesso de peso é um problema multifatorial. "Um levantamento do governo inglês faz um paralelo entre a obesidade e o aquecimento global, porque ambos são problemas complexos que exigem não só mudanças de comportamento mas econômicas e sociais", afirma o endocrinologista Walmir Coutinho, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Patrícia Jaime, coordenadora de alimentação e nutrição do Ministério da Saúde, concorda. "As taxas de obesidade no país só poderão ser reduzidas com ações em diversos âmbitos", diz. Que tal começar pelo seu prato?

A gente come assim

Este ano, o Ministério da Saúde divulgou os resultados do Vigitel 2010, uma pesquisa que avalia fatores de risco e proteção para doenças crônicas, com base em entrevistas feitas por telefone. Veja o que dizem os brasileiros sobre seus hábitos alimentares

56% dos brasileiros afirmam tomar leite integral

34% consomem carne com excesso de gordura

66% consomem feijão cinco ou mais vezes por semana

18% consomem cinco ou mais porções de frutas e hortaliças por dia


O que mudou
Nosso padrão alimentar está se transformando. Observe o que houve com a participação de alguns alimentos na média diária de calorias entre 2002 e 2009

Embutidos
Aumento de 23,5%

Pães
Aumento de 12%

Biscoitos
Aumento de 10%

Arroz
Queda de 7%

Feijão
Queda de 18%

Farinha de mandioca
Queda de 20%


A pirâmide no tempo

Diversas versões foram criadas antes da recente implosão. Conheça as principais

1992 • O Departamento de Agricultura americano desenvolve a primeira referência triangular do garfo saudável.

1999 • A nutricionista Sônia Tucunduva Philippi, da Universidade de São Paulo, adapta a pirâmide americana aos nossos hábitos.

2000 • A Clínica Mayo, nos Estados Unidos, cria uma variante que resgata a importância da atividade física.

2001 • Especialistas de Harvard fazem a sua e enfatizam o consumo de cereais integrais e óleos vegetais.

2005 • A MyPyramid distribui os alimentos verticalmente e traz orientações conforme o perfil de cada pessoa.


À brasileira
Desde 2006, as diretrizes do governo brasileiro estão reunidas no Guia Alimentar para a População Brasileira, que indica porções diárias para oito grupos de alimentos. A nutricionista Beatriz Botéquio, da Equilibrium Consultoria em Nutrição, em São Paulo, criou um cardápio baseado nessas recomendações


 Grupos Alimentares
 Porções Recomendadas
 Cereais, tubérbulos, ráizes e derivados
 6
 Feijões
 3
 Frutas e sucos de frutas naturais
 3
 Legumes e verduras
 3
 Leite e derivados
 3
 Carnes e ovos
 1
 Óleos, gorduras e sementes oleaginosas
 1
 Açúcares e doces
 1

Café da manhã
• 1 copo (200 ml) de leite desnatado
• 2 fatias de pão integral
• 1 colher de chá de margarina
• 1/2 unidade de mamão papaia

Lanche da manhã

• 1 goiaba vermelha pequena

Almoço
• 1 pires de salada de folhas verdes
• 2 colheres de sopa de cenoura
• 1 colher de sobremesa de azeite
• 4 colheres de sopa de arroz integral
• 1 concha de feijão
• 2 unidades de almôndega de
carne recheada com espinafre
• 1 copo (200 ml) de suco de maracujá

Lanche da tarde
• 4 torradas integrais salgadas
• 1 iogurte desnatado de frutas

Jantar
• 1 prato de sobremesa de alface
roxa com minicenoura e cubos
de abacaxi
• 3 colheres de sopa de batata corada
• 1 unidade pequena de filé de frango
grelhado com molho barbecue

Lanche da noite
• 1 copo de leite desnatado



A erva-mate contra o mal de Parkinson


Fonte: Saúde!

Por Anderson Moço
Esse efeito acaba de ser constatado por cientistas da Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina. Depois de testar o extrato da planta em ratos induzidos à doença, eles observaram que algumas de suas substâncias mostraram-se capazes de protegê-los. Em outra investigação os animais receberam o fi toterápico com a medicação tradicional e os resultados foram ainda mais signifi cativos. Parte das cobaias chegou a recuperar completamente os movimentos. O estudo ainda é preliminar, mas já provou que a erva-mate pode ser utilizada na prevenção desse mal degenerativo e também como coadjuvante no tratamento, conta a farmacêutica Luciane Costa Campos, chefe da pesquisa.

FICHA DA PLANTA
Nome científico: Ilex paraguariensis St. Hilaire
Nomes populares: erva-mate, mate, erva-chimarrão, chá-do-brasil
Formas de consumo: na região Sul a bebida, bem concentrada, leva o nome de chimarrão; no Sudeste serve-se o chá quente e gelado; no Centro-Oeste seu nome é tereré, versão tropical do chimarrão, com gelo e limão
Origem: América do Sul
Características: seu caule, de cor acinzentada, tem em média 30 centímetros de diâmetro. O porte é variável e, dependendo da idade, pode atingir 12 metros de altura. Quando podada não passa dos 7 metros
Parte usada: folhas


A importância da água para o corpo



Escrito por Maribel Gonçalves de Melos

Uma dieta balanceada deve fornecer um aporte adequado de carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, minerais e fibras. Esses nutrientes são essenciais ao nosso corpo, mas há um outro nutriente essencial que costuma ser esquecido, a água.

Nosso corpo é constituído de aproximadamente 70% de água. Podemos sobreviver semanas sem comida, mas sobrevivemos poucos dias sem água. Depois do oxigênio, a água é o elemento mais importante para a vida. Várias reações químicas dependem da água, pois o sangue é constituído de 90% de água e realiza o transporte de nutrientes de todo o metabolismo.
Absorve-se o líquido em todo o trajeto do aparelho digestivo, desde o estômago até o reto. Estima-se um consumo de 500 ml de água apenas no intestino. Lubrificante das fezes, auxilia a motilidade intestinal, hidratando as fibras consumidas na dieta e facilitando a evacuação. Auxilia nos casos em que há tendência a retenção hídrica, eliminando toxinas através dos rins, que são os filtros do corpo. Ajuda a regular a temperatura corporal, por isso, ao contrário do que se pensa, no inverno precisamos dela, pois o corpo sofre grandes alterações de temperatura.
A pele, considerado o maior órgão do corpo humano, necessita de 350 ml para realizar as trocas com o ambiente externo. No inverno, vivemos expostos a aquecedores, estufas, ar-condicionado, vento gelado, muita umidade no ar, entre outros. Para manter a pele hidratada e com vitalidade, a água é fundamental. Serve como veículo de substâncias renovadoras e reparadoras dos tecidos. Muitas vezes pensamos que estamos com fome e na realidade o que sentimos é sede, portanto um copo d’água pode ajudar na hora daquela fome sem explicação.

Dicas de consumo
- Beber água com limão espremido e adoçante.
- Deixar uma garrafa sempre à disposição para não esquecer de beber água.
- Tomar o primeiro copo d’água em jejum.
- Antes de beliscar tome um copo d’água.
- Leve consigo uma garrafinha.
- Mantenha a água ao seu alcance, estando sempre à sua disposição e vinculada às atividades que desempenha a maior parte do tempo. Isso pode ajudar a formar o hábito.


Maribel Gonçalves de Melos - CRN 1699 - é Nutricionista especializada em Nutrição Clínica Funcional. http://www.maribel.com.br/

10 segredos para uma alimentação saudável



Escrito por Dra. Flávia Queiroga Aranha de Almeida


 Não deixe de se preocupar com a alimentação, em qualquer momento da vida. Siga os 10 passos para uma alimentação saudável recomendados pelo Ministério da Saúde:
1.  Faça pelo menos 3 refeições (café da manhã, almoço e jantar) e 2 lanches saudáveis por dia;
2. Inclua diariamente nas refeições 6 porções de cereais (arroz, milho, trigo, pães e massas), tubérculos, como batatas, e raízes, como a mandioca. Dê preferência aos grãos integrais e aos alimentos na sua forma mais natural;
3. Coma diariamente pelo menos 3 porções de legumes e verduras como parte das refeições e 3 porções ou mais de frutas nas sobremesas e lanches;
4.  Coma feijão com arroz todos os dias ou, pelo menos, 5 vezes por semana. Esse prato brasileiro é uma combinação completa de proteínas e bom para a saúde;
5. Consuma diariamente 3 porções de leite e derivados e 1 porção de carnes, aves, peixes ou ovos. Retirar a gordura aparente das carnes e a pele das aves antes da preparação torna esses alimentos mais saudáveis;
6. Consuma, no máximo, 1 porção por dia de óleos vegetais, azeite, manteiga ou margarina. Fique atento aos rótulos dos alimentos e escolha os com menores quantidades de gorduras trans;
7. Evite refrigerantes e sucos industrializados, bolos, biscoitos doces e recheados, sobremesas doces e outras guloseimas como regra da alimentação;
8. Diminua a quantidade de sal na comida e retire o saleiro da mesa. Evite consumir alimentos industrializados com muito sal (sódio), como hambúrguer, charque, salsicha, linguiça, presunto, salgadinhos, conservas de vegetais, sopas, molhos e temperos prontos;
9. Beba pelo menos 2 litros (6 a 8 copos) de água por dia. Dê preferência ao consumo de água nos intervalos das refeições;
10. Torne sua vida mais saudável. Pratique pelo menos 30 minutos de atividade física todos os dias e evite bebidas alcoólicas e o fumo. Mantenha o peso dentro de limites saudáveis.
Flávia Queiroga Aranha de Almeida é doutora em Alimentos e Nutrição pela Universidade Estadual de Campinas, mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela Universidade Federal da Paraíba e graduada em Nutrição pela Universidade Federal da Paraíba. Atua em áreas como: nutrição do idoso, alimentos e nutrição e unidade de nutrição e alimentação. Docente do Instituto de Biociências - Depto de Educação - Curso de Nutrição da UNESP - Campus de Botucatu.

10 formas de evitar o estresse no relacionamento



Pequenas mudanças podem resultar na felicidade tão desejada

Recentemente, ao acessar o site Minha Vida, me deparei com a seguinte enquete: "O que mais te estressa?" Por curiosidade, cliquei para ver a porcentagem dos resultados, e para a minha surpresa o ranking era o seguinte: Filhos 10%, Trânsito 18%, Trabalho-19%, Falta de tempo 23% e Relacionamento 30%. Esses dados me levaram a uma reflexão que eu compartilho com vocês: "Por qual motivo as pessoas têm se estressado mais com os seus companheiros do que com o trânsito que anda insustentável ou com a falta de tempo que por vezes nos faz abdicar de alguns prazeres pessoais?"

Aliando os meus conhecimentos às minhas idéias e experiências profissionais e pessoais, cheguei à conclusão que os principais motivos para tal estatística são a rotina, a frustração pela falta de tempo para a família, a irritabilidade por desejar que o outro seja como você, as brigas, os ataques de ciúme, a ex, o colega de trabalho, as crianças pequenas, as contas da casa, a situação financeira do casal, a falta de sexo, falta de diálogo e as manias irritantes, entre outros hábitos.

Portanto, sugiro essas ações como forma de ajudar a reduzir o estresse, e deixar de fazer parte dessa triste estatística, pois é no relacionamento que devemos nos sentir mais felizes, amados, completos e realizados.

1- Diminua o ritmo e procure ir se acalmando e relaxando no caminho do trabalho para casa, ouvindo uma música ou lendo um livro, para que você não chegue em casa na fúria e despeje toda a sua raiva e frustração no primeiro que aparecer na sua frente. Não se esqueça que os familiares e os parceiros não são culpados pelos seus problemas no trabalho.

2- Durante as refeições e principalmente os jantares comemorativos, procure falar a respeito de vocês, dos sonhos e dos planos para o futuro, aproveitando esse tempo para conversas agradáveis e não cobranças, acusações e brigas.

3- Procure atividades que agradem aos dois e que possam ser feitas em conjunto para sair da rotina, como por exemplo, caminhar no parque, correr de Kart ou passear na praia. Mas lembre-se que tudo deve ser feito na base da diversão e não da disputa, pois vocês não são rivais e não existe "o melhor" ou "o campeão" no casal.

4- Converse com o seu parceiro (ou parceira) sobre os seus problemas, ao invés de despejá-los sobre o outro. Se algo está acontecendo na sua vida, converse e exponha os seus sentimentos, ao invés de gritar "Não é da sua conta" ou "Não adianta, você não entende." Lembre-se que o fardo quando compartilhado é mais fácil de ser carregado.

5- Evite "dar motivo" para brigas fazendo coisas que você sabe que a outra pessoa não gosta. Por exemplo, demorar muito para se arrumar e se atrasar ou deixar o banheiro bagunçado e o quarto desarrumado.

6- Respeite a individualidade do outro e permita a ele momentos de solidão e reflexão. Se a sua namorada estiver de TPM ela vai querer ficar sozinha, recolhida em seu canto, mas não é por que ela não te ama, e sim porque quer te poupar do mau humor e da irritabilidade típicos desse período.

7- Evite criticar a família da outra pessoa, pois não é só você, mas todo mundo exige respeito com a mãe, o pai e os irmãos, por mais diferentes e desagradáveis que eles sejam. Também não impeça que as crianças convivam com os avôs e tios.

8- Compartilhe a educação do filho conversando antes de tomar qualquer decisão, para que um não acabe tirando a autoridade do outro, ou passando por cima da confiança do companheiro e das regras da casa. As mães, por exemplo, têm o péssimo hábito de permitir que as crianças saiam sem a autorização do pai, daí, quando o marido chega em casa e não encontra os filhos a briga é inevitável.

9- Amplie a sua forma de ver o mundo, não enxergue tudo com os seus olhos e nem exija que os outros vivam ou ajam de acordo com o que você acha certo. O seu marido não é obrigado a gostar de comida vegetariana, e nem a sua mulher de assistir futebol no bar com os amigos.

10- Não fique junto apenas por conveniência, pois um relacionamento é feito de amor, carinho, respeito e companheirismo. Se nada disso existe, é porque não há mais um relacionamento e sim uma convivência, que talvez até esteja extremamente desgastada e desprazeirosa para ambos.

Milena Lhano é terapeuta floral, grafóloga e iridóloga
Para mais informações, entre em contato: (11) 2028-0500 / lhano@uol.com.br /
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